Isso não é um adeus…

7 06 2010

O blog será avaliado amanhã pela professora de Jornalismo Multimídia, portanto não haverá mais a “obrigatoriedade” de fazer novos posts, maaaas eu pretendo continuar escrevendo. =)

Esse blog, que começou como um exercício de avaliação, me fez criar gosto pela coisa! (O que começou como uma obrigação passou a ser um lazer)

Ainda não sei muito bem quais assuntos tratarei por aqui. Talvez continue com os bastidores, contando detalhes vividos por nós, estudantes de jornalismo. Vou pensar com carinho e voltarei logo com novos posts.

See you soon!

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Primeira versão da matéria.

7 06 2010

Uma colméia de boas ações

O voluntariado melhorando a disposição vital de senhoras voluntárias

Por Gabriela Olmos Duarte

Há 25 anos (1985) surgia em Campinas o Grupo de voluntárias Maria Teresa, com o intuito de realizar um trabalho voluntário para ajudar crianças com câncer. O grupo teve sua formação alguns anos depois da fundação do Centro infantil Boldrini (Hospital filantrópico para crianças com câncer e hemopatias), localizado também em Campinas.

Maria Teresa Lisboa Martins, “Após sofrer as perdas do marido e do filho, ambos com leucemia, ela decidiu fundar o grupo de voluntárias”, afirma Fernanda Engler, amiga da fundadora e membro do grupo desde sua formação. O grupo que a princípio começou trabalhando para o Boldrini, trabalha atualmente em prol da APACC e da Creche Menino Jesus de Praga.

A APACC (Associação de pais e amigos da criança com câncer e hemopatias) é um núcleo de apoio para alojar crianças e adolescentes vindos de toda a America Latina. Já a creche, atende crianças que estão em situações de vulnerabilidade sócio-econômica. A Menino Jesus de Praga passou a receber metade das arrecadações feitas pelas voluntárias (considerando que a outra parte vai para a APACC) após ceder ao Grupo de voluntárias Maria Teresa um espaço para sediarem suas reuniões e bazares beneficentes.

A ação do grupo traz lembranças dos anos 70, época em que a sociedade começou a atuar de forma ativa frente aos problemas comunitários. De acordo com o artigo “Voluntariado: tendência de crescimento?”, publicado em 2001 por Walter de Tarso de Campos e Antonio Bara Bresolin, no Caderno FUNDATA (Banco de Dados das Fundações de Direito Privado e Público e das Entidades de Interesse Social), as pessoas, ao refletirem sobre o novo comportamento do Estado na época, passaram a pensar sobre suas atuações em relação ao conjunto. As ações de órgãos governamentais, juntamente com as de senhoras católicas da elite brasileira, estimularam a assistência à população carente.

Atualmente o grupo conta com a participação de 20 senhoras, quatro das quais fazem parte desde a primeira formação. Muitas delas já se conhecem de “outros carnavais”, como afirma Norma Fernandez Olmos. Após a brincadeira ela relembra de alguns momentos que passou ao lado de outras quatro, que ali também estavam, em reuniões muito parecidas com essa, no extinto Lions Club Sul. Norma relata que com o fechamento do clube, ela e as outras quatro vieram imediatamente fazer parte do grupo de voluntárias, do qual algumas amigas já faziam parte.

O grupo de voluntárias se reúne às terças-feiras, às 14:30, no salão da paróquia Menino Jesus de Praga e, então, mãos a obra. Algumas fazem trabalhos manuais, outras cuidam das finanças e tem até gente já falando do próximo bazar. Os bazares são realizados a cada 3 meses; são eventos chamados de ‘Chá e Bingo’. Todos os trabalhos manuais, feitos por elas (nas reuniões ou até mesmo em suas casas, como preferirem), serão posteriormente comercializados nesse bazar.

Em um ambiente animado e descontraído, a reunião não visa apenas o trabalho voluntário: é acima de tudo um momento para “espairecer”, como afirma Dagmar Wisockas. Dagmar é psicóloga, faz parte do grupo há 22 anos e é a mais nova da turma. É uma das poucas, se não a única, que atualmente trabalha fora. Ao chegar ‘atrasada’ para a reunião logo destaca: “Eu tinha apenas trinta minutos de descanso, estou atolada de coisas para fazer, vou trabalhar até a noite, mas não podia deixar de vir, gosto de vir aqui para espairecer”. Chega em boa hora, o café da tarde está na mesa. É um ritual para elas, a cada encontro é a vez de uma trazer o lanche da tarde.

A fundadora Maria Teresa, ao ser questionada sobre todo o trabalho que têm com o seu cargo, afirma: “Eu coordeno, mas tenho também minhas ajudantes. Duas são as tesoureiras e quatro são as chaves”. As chaves são aquelas para quem Maria Teresa relata tudo o que irá acontecer e essas passam os recados a diante, facilitando para que ela não se sobrecarregue. Em seguida Norma Olmos faz outra feliz colocação: “Nós trabalhamos em grupo, trabalhamos de verdade e trabalhamos duro, somos as ‘abelhinhas’.” E após algumas risadas alguém afirma que esse codinome foi criado entre elas, fazendo referência às abelhas, por essas trabalharem ‘duro’. Norma volta a brincar e reafirma que o grupo deveria se chamar ‘Abelhinhas’.

Maria Alice Galo ocupa atualmente o cargo de tesoureira; ela está no grupo desde a formação. Há 27 anos está no voluntariado. Começou fazendo trabalho com crianças no Boldrini a convite de uma amiga, cujo o filho teve leucemia e posteriormente se curou. Se apaixonou pelo trabalho e vem se dedicando a ele cada dia mais. “Hoje o grupo além de ser um grupo de voluntárias, se tornou um grupo de amigas, é algo social na nossa vida, a gente se diverte muito quando estamos aqui. Conversamos bastante, é um tempo nosso”.

O voluntariado não é apenas uma boa ação. É uma ocupação, oportunidade de integração com a comunidade e com pessoas de mesmos princípios.

As ‘Abelhinhas’ não estavam a vontade em falar sobre suas idades, ao serem questionadas sobre quem é a mais velha e a mais nova, alguém ao final da mesa rapidamente indaga, “Não vai querer saber a nossa idade, né?”. E com risos encerram o assunto.

Algumas pensionistas, poucas aposentadas. Das que estavam presentes, apenas uma trabalha; a maioria é católica. É raro de se encontrar um grupo como esse, a cena vivida semanalmente no salão da paróquia Menino Jesus de Praga nos remete instantaneamente aos anos 70, e vale lembrar que, naquela época, não havia ainda a grande necessidade de trabalho voluntário que há hoje. A psicóloga Dagmar afirma que “O voluntariado faz muito mais bem a nós do que nós podemos fazer a ele (…) aqui a gente aprende muito, conversa, se doa e aprendemos a respeitar e a ouvir o outro acima de tudo”.





Video.

7 06 2010

Aí vai um video feito no dia da entrevista com o grupo de voluntárias Maria Teresa.





Por dentro da matéria

6 06 2010

Bom, enquanto faço o upload (no youtube) de um dos vídeos que fiz no dia da entrevista, vou falar mais um pouquinho da experiência deliciosa que tive ao passar uma tarde com o grupo de vonluntárias Maria Teresa.

O pessoal estava suuuuuper animado com a minha visita, fiquei até sabendo que se arrumaram mais do que o normal porque sabiam da minha presença na reunião…hahahaha.  Achei isso o máximo, elas disseram que queriam sair bem na foto – e saíram!

O pessoal foi chegando ao poucos, mas logo aquele galpão se encheu de gente! Algumas discutiam sobre arrecadações (quanto dinheiro tinham para realizar os próximos bazares, quanto iriam precisar para comprar mais material e etc), outras falavam sobre trabalhos manuais que iriam fazer, algumas até começaram a organizar os armários (armários em que guardam os artesanatos). Foi nessa hora que eu fotografei um monte! Cada coisa liiiiiiinda que elas fazem, não acreditei que alguém poderia fazer tudo aquilo com as próprias mãos! Toalhinhas bordadas, bolsas (retornáveis), pintura em pano de prato, e outros tipos de artesanatos como “mexedor de suco” com detalhes de vidro nas pontas (vide foto no post abaixo)…

Depois de muita conversa e decisões, é a hora do lanche!!! Cada reunião uma pessoa é a encarregada de trazer o lanche. No dia da entrevista pude deliciar um maravilhoooso bolo de côco e voltar a infância. Vocês se lembram daquele bolos de côco gelado, que só as avós sabem fazer? Aqueles que tinham em aniversários na escola? Siiiimm…era esse, exatamente esse!! Aii que delícia! Um bolinho com café hummm…só por esse bolo já valeu a visita! hahahahaha…

Bem, ao final, me despedi de todas aquelas simpaticíssimas senhoras (até aquele momento, depois de 3 horas junto delas, eu já tinha mais de três folhas escritas sobre a matéria, não via a hora de chegar em casa e transcrever tudo aquilo!)

Foi um dia e tanto, foi muito mais que uma simples “ida a campo”, eu tive a oportunidade de conhecer boas pessoas, ver o lindo trabalho que fazem, saber muito mais do que é se doar ao  próximo e o melhor de tudo, passar um dia ao lado da minha avózinha querida, que fez tão bem o seu papel me ajudando a todo o tempo em que estávamos lá.

Por isso aqui deixo meu agradecimento à ela, que sempre apoia minhas decisões, que me trouxe essa oportunidade, e que desde o primeiro instante, quando foi solicitada para me ajudar nessa matéria, fez o seu papel como sempre faz tudo na sua vida, PERFEITAMENTE BEM. Obrigada Vó, eu AMO você!

Bom, nos próximos posts pretendo colocar um video e a matéria (eu só tenho a primeira versão dela, mas colocarei mesmo assim).





Grupo de voluntárias Maria Teresa.

31 05 2010

No dia 25/05, terça-feira passada, eu tive a chance de realizar a tão esperada entrevista, com o grupo de senhoras voluntárias, Grupo Maria Teresa.

Me senti extremamente bem-vinda no local, talvez o fato de a minha avó fazer parte do grupo tenha feito com que eu me sentisse como se estivesse realmente em casa.

Foi divertidissimo ver aquelas senhoras confabulando milhares tipos de assuntos, mas acima de tudo ver o trabalho lindo que fazem, a doação do tempo de cada uma para estar ali naquele local toda semana.

Os encontros são realizados ás terças-feiras á partir das 14h30.  A sede dos encontros é um salão da paróquia Menino Jesus de Praga, o espaço foi cedido pela igreja católica e em troca desse grandioso favor, 50% das doações recebidas pelo grupo são doadas para a Creche Menino Jesus de Praga (fundada pela igreja).

“Atualmente o grupo conta com a participação de 20 senhoras, quatro delas fazem parte desde a primeira formação. Nos encontros algumas fazem trabalhos manuais, outras cuidam das finanças e teve até gente falando do próximo bazar. Os bazares são realizados a cada 3 meses; são eventos chamados de ‘Chá e Bingo’. Todos os trabalhos manuais, feitos por elas (nas reuniões ou até mesmo em suas casas, como preferirem), serão posteriormente comercializados nesse bazar.”  Esse é um trecho da matéria escrita por mim, logo após a visita feita para o grupo Maria Teresa.

Aí vão algumas fotos  para matar curiosidades…

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Imagens

24 05 2010

Como já relatado no post anterior, amanhã terei as entrevistas com o grupo de senhoras que fazem o trabalho voluntário em prol da APACC e da Creche Menino Jesus de Praga. Ainda não há nenhum material (fotos, videos, gravações) pois amanhã será a primeira entrevista. Mas postarei aqui duas fotos, quais eu encontrei em um blog, que dão mais ou menos a ideia do tipo de fotos que irei fazer amanhã na entrevista.

As fotos foram retiradas do #Blog viver mais#– O blog foi desenvolvido por alunos de Jornalismo da Sociesc/Ibes de Blumenau. Vale a pena conferir!





Entrevista marcada!

24 05 2010

Finally! Depois de muita “confusão” em torno da minha nova pauta, finalmente tudo está decidido e acertado.

Há uma semana eu venho tentando falar com o pessoal da APACC, para marcar as tais entrevistas, agendar uma visita ao local, mas as coisas ficaram mais complicadas do que pareciam ser.

Após ler a matéria da ex-aluna (falada aqui no blog, no post anterior a este), sobre o mesmo assunto, cheguei a conclusão, junto ao meu professor, que seria uma boa ideia focar no trabalho voluntário da associação. Ao invés de fazer como gostaria (uma matéria sobre a associação, sobre o impacto dessa associação na vida dessas crianças), falar sobre os voluntários no local era uma ótima ideia! Mas, como estava dizendo, foi um pouco difícil de entrar em contato com esse pessoal. O pessoal que trabalha diretamente com as crianças na associação, além de serem bem assoberbados, vale sempre lembrar que trabalham com crianças que possuem uma grave doença e não é fácil assim invadir esse espaço tão íntimo deles. É preciso de tempo e também uma grande disponibilidade de horários, os quais nem eu e nem eles têm!

A partir desse pensamento, uma boa ideia me veio a cabeça. O que me trouxe interesse por essa associação foi um grupo de senhoras que fazem trabalhos manuais e algumas outras coisas em prol da APACC e da creche Menino Jesus de Praga. Minha avó faz parte desse grupo, há muitos anos já, e eu sempre adorei ver sua dedicação para esse trabalho. Decidi então, que minha matéria seria focada no trabalho voluntário dessas senhoras, afinal foi o que me trouxe todo o interesse pelo local e um outro fator bem relevante é o tempo, o tempo que tenho para entregar a matéria ao professor Fabrício.

O fato de ter demorado tanto para chegar a uma pauta definitiva me prejudicou de certa forma. Se desde o início eu tivesse já esta ideia definida na minha cabeça, e não tivesse sido obrigada a mudar tantas vezes, tudo teria andado de uma forma melhor. Mas o que importa agora é que tudo já está definido, e amanhã estarei presente na reunião semanal do grupo das voluntárias. Irei fazer algumas fotos, uns vídeos e lógico, as entrevistas.

Sexta-feira a matéria deve ser entregue, portanto tentarei postar algumas coisas no blog antes do deadline.

Espero que tudo corra bem e que eu consiga fazer uma matéria tão boa quanto a primeira! (A minha primeira matéria foi sobre “Intercâmbio para todas as idades” tirei uma ótima nota, e de quebra a minha matéria foi escolhida para ir para o mural do laboratório de jornalismo da faculdade)